Publicado em 23/06/2026
Como dar preço em um produto sem achismo e sem vender no prejuízo
Muita gente começa a vender um produto calculando o preço de um jeito muito simples: soma o custo principal, coloca uma margem por cima e pronto. O problema é que esse tipo de conta pode esconder prejuízos que só aparecem depois, quando o dinheiro entra, mas não sobra.
Dar preço em um produto não é apenas olhar quanto você pagou por ele ou quanto gastou para produzir. O preço precisa considerar todos os custos envolvidos na venda, inclusive aqueles que parecem pequenos, mas que se repetem em todas as operações.
O primeiro passo é entender o custo real do produto. Se você revende um item, precisa considerar o preço de compra, o frete, eventuais impostos, embalagem, taxas de pagamento, comissões e perdas. Se você fabrica ou monta o produto, precisa considerar os insumos usados, a quantidade real consumida de cada item, desperdícios, energia, mão de obra, embalagem e outros custos de produção.
Um erro comum é usar o preço de compra como se ele fosse o custo final. Por exemplo: você compra uma matéria-prima em grande quantidade, mas usa apenas uma parte dela em cada produto. Nesse caso, o custo correto não é o valor total comprado, mas a fração usada na composição daquele produto. Esse detalhe faz muita diferença, principalmente em negócios que trabalham com alimentos, artesanato, cosméticos, indústria leve, brindes, personalizados e produtos montados por etapas.
Outro ponto importante é lembrar que vender envolve taxas. Cartão, marketplace, intermediadores de pagamento, comissões e descontos reduzem a margem. Se esses valores não entram na precificação, o preço pode parecer bom no papel, mas ruim na prática.
Depois de levantar os custos, é preciso definir a margem desejada. Margem não deve ser escolhida apenas olhando para o concorrente. O concorrente pode ter estrutura diferente, comprar em maior volume, errar o preço ou trabalhar com uma estratégia que não serve para o seu negócio. Comparar preços de mercado é importante, mas não substitui o cálculo interno.
Também é importante avaliar se o preço cobre os custos fixos da empresa. Aluguel, internet, sistemas, contador, salário, pró-labore e outras despesas precisam ser pagos mesmo quando a venda é baixa. Por isso, uma venda que parece lucrativa isoladamente pode não ser suficiente para sustentar a operação.
A grande dificuldade é que fazer tudo isso em planilha pode virar um trabalho lento e cheio de retrabalho. Quando o fornecedor aumenta o preço, quando a embalagem muda, quando a taxa do cartão muda ou quando você cria novos produtos, é preciso revisar fórmulas, copiar cálculos e conferir se nada foi esquecido.
Por isso, usar um sistema de precificação profissional costuma ser muito mais prático. No Precificação PRO (@precificacao), você cadastra os insumos, informa os preços por quantidade comprada e monta a composição dos produtos usando apenas a quantidade realmente consumida. Assim, o sistema calcula o custo com mais precisão e evita que você refaça a mesma conta várias vezes.
Além da composição dos produtos, um sistema também ajuda a analisar projeção de vendas, ponto de equilíbrio, lista de compras e outros dados importantes para tomar decisões melhores.
No fim, dar preço em um produto é muito mais do que escolher um número bonito para vender. É entender o custo real, proteger a margem e garantir que cada venda ajude o negócio a crescer, em vez de esconder prejuízo.